Eu quero trazer à memória aquilo que me dá esperança.
Permitam-me contar um exemplo pessoal sobre o sabor da vitória. Eu volto no tempo e vejo meus dois filhos ainda na escolinha do Handebol do Tamoyo. O Lucas, bem menor que o Thiago e ambos com características esportivas bem distintas um do outro. O Lucas, muito rápido, atacava e defendia numa velocidade espantosa. Por ser canhoto e de baixa estatura era muito difícil impedir suas fintas de corpo. O Thiago jogava mais cadenciado, mais pelo meio, só atacava na certeza. Finta de braço, mudança de direção e potência no arremesso eram suas especialidades.
Para quem não conhece o fim da história, pode imaginar dois craques que hoje são jogadores bem sucedidos em times do exterior, colecionadores de troféus e medalhas. Ledo engano. Sempre jogaram em time pequeno e, pelo menos nos jogos que eu assisti, e que foram muitos, quando tinham entre 12 e 16 anos, poucas vezes os vi saírem vitoriosos contra equipes tradicionais do Handebol. Essas poucas vitórias, no entanto, valia a pena pela felicidade que ela produzia. A esperança renascia e a expectativa que na próxima poderia acontecer outra vitória e a confiança aumentava.
Nas derrotas, da arquibancada, eu sofria junto e tentava consolá-los, mas nessas horas não há palavras que consolem um pré-adolescente e um adolescente. A técnica do time gritava o tempo todo com o time e minha esposa, obviamente, queria bater nela.
Após cada jogo, ganhando ou perdendo eles iam para casa e curávamos suas feridas no corpo e no orgulho. Eu cheguei a pensar: para que serve tudo isso? Tanto treino, tanto empenho, tanta luta para nada?
Só muitos anos mais tardede eu percebi que, independente do número de derrotas ou vitórias, eles aprenderam a lutar sem desistir até o último minuto da partida e que quanto maior a luta mais doce é o sabor da vitória.
Hoje são pais de família. Lutam diariamente contra os males do nosso tempo. Incertezas quanto ao futuro dos filhos, dificuldades financeiras, busca do seu espaço profissional, pressões e opressões espirituais, liderança familiar e outras batalhas que todos nós bem conhecemos. Algumas vezes perdem, outras ganham. O que me conforta é que já aprenderam que, assim como uma partida é apenas parte de um campeonato mais longo, as derrotas ou vitórias em determinados momentos da vida, fazem parte de um plano maior de Deus e que o prêmio maior não será pelo resultado de cada partida, mas pela forma como foi jogado todo o campeonato.
Na vida, continuamos na arquibancada, eu e a minha esposa, como há muitos anos. Podemos torcer, mas não podemos jogar. Podemos nos irritar e até gritar com quem faz uma falta violenta, fazendo um deles sofrer, mas não podemos entrar em quadra. Podemos dar nossos palpites, como torcedores, mas sabemos que, muitas vezes, pelo barulho do ambiente e pelo calor da partida, nem ouvirão. O que sentimos falta é de voltarem para casa podermos curar suas feridas como quando eram crianças. Hoje são eles quem têm que cuidar dos seus.
Somos pais como tantos outros. Que apenas torcem para que seus filhos nunca percam e esperança e a tenacidade. Para que lutem até o final e que tragam na mente o último resultado positivo, que ainda sintam o doce sabor da vitória, sabendo que Deus poderá repeti-lo muitas outras vezes, se continuarem lutando. O profeta Jeremias sabia muito bem usar sua memória seletiva. À sua mente ele trazia aquilo que lhe dava esperança.
Aquele tempo foi bom para que eu aprendesse qua a vitória existe, não para tripudiar sobre o adversário vencido, mas para servir de esperança quando em combate com um adversário mais forte. Nossa memória pode ser nossa fonte de inspiração e de encorajamento se for usada de forma positiva.A confiança e alegria com que meus filhos jogavam uma nova partida, pensando na última, e inacreditável, vitória, atestam as palavras de Jeremias.
Pense em quantas vezes Deus te deu vitória sobre uma situação aparentemente sem saída. Traga isso à memória quando enfrentar novos e grandes desafios. Não permita que pensamentos derrotistas e experiências mal sucedidas minem sua confiança em Deus. Ele pode reeditar uma vitória espetacular.
Boa luta!
quinta-feira, 2 de junho de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
pastoral dia das mães 2011
QUANTO VALE UMA MÃE?
Parece que virou moda mães abandonarem seus filhos em lixeiras, terrenos baldios, matas ou até jogarem na água para morrer. A desculpa é sempre a mesma quando a pessoa consegue ser presa: “Eu não tinha condição de criar”.
Ser mãe, realmente assusta, modifica comportamentos, redefine prioridades. Quando falo em maternidade, não me refiro ao ato de dar a luz, mas de ter um contato, primeiro visual, depois físico e, por último, afetivo. Uma pessoa se torna mãe, quando toma consciência de que o é. É um caminho sem volta. Quando se percebe mãe, a vida passa a ter outra cor. Por isso algumas querem se livrar dos bebês antes que se tornem seus filhos de verdade.
Você já viu uma mamãe do reino animal defender seus filhotes? Não há limites para a sua luta. Ela vai até as últimas conseqüências. É um instinto nato das mães. Esse é o estado de mãe, não é uma experiência é um estado se ser.
Quando vejo mães dedicadas, eu entendo porque algumas malucas que se aventuraram no sexo, engravidaram e, ao dar a luz, tem coragem de dar fim em um ser frágil, antes de olhar seu rosto ou tomá-lo nos braços. Quem vivem essa experiências de se perceber mãe, não tem coragem de se desfazer da sua cria, mesmo contra todas as adversidades. É melhor não começar a ser mãe, pois é um caminho sem volta.
Aquelas que decidem serem mães sabem que as noites não são mais suas; que o melhor já é não é para si; que numa loja, a primeira imagem que vem à mente dentro de uma roupa à venda é a do filho.
Quem decidiu ser mãe, optou por suportar ingratidão, optou por ter questionada sua sabedoria, optou por estar disposta a dividir o problema dos filhos, mas somá-los aos seus. Optou por fingir que não se fere, para não ferir os sentimentos dos filhos.
O valor da mãe não está no que ela faz, pois ninguém percebe que ela faz. O valor da mãe está na falta que fará seus cuidados quando ela não estiver mais por perto. Infelizmente, os casos em que as mães são reverenciadas pelos seus filhos, em vida, são exceção.
O valor da mãe não está no que ela faz, mas no que ela permite que se faça com ela por amor aos filhos.
O valor da mãe não esta no que ela faz, mas no que ela deixa de fazer para que seus filhos caminhem mais rápidos, tenham sua atenção, cresçam sendo amados, mesmo que não percebam.
O valor da mãe não está no que ela faz, mas no que Deus faz através dela, e isso, só Deus sabe.
Não dá para medir o valor de uma mãe, não porque falta critérios, mas porque é imensurável e só a eternidade revelará o valor de cada mãe.
Receba, mãe, nossa reverência. Ainda que nunca saberemos o seu real valor, muito obrigado pelo que não sabemos.
Um filho.
Parece que virou moda mães abandonarem seus filhos em lixeiras, terrenos baldios, matas ou até jogarem na água para morrer. A desculpa é sempre a mesma quando a pessoa consegue ser presa: “Eu não tinha condição de criar”.
Ser mãe, realmente assusta, modifica comportamentos, redefine prioridades. Quando falo em maternidade, não me refiro ao ato de dar a luz, mas de ter um contato, primeiro visual, depois físico e, por último, afetivo. Uma pessoa se torna mãe, quando toma consciência de que o é. É um caminho sem volta. Quando se percebe mãe, a vida passa a ter outra cor. Por isso algumas querem se livrar dos bebês antes que se tornem seus filhos de verdade.
Você já viu uma mamãe do reino animal defender seus filhotes? Não há limites para a sua luta. Ela vai até as últimas conseqüências. É um instinto nato das mães. Esse é o estado de mãe, não é uma experiência é um estado se ser.
Quando vejo mães dedicadas, eu entendo porque algumas malucas que se aventuraram no sexo, engravidaram e, ao dar a luz, tem coragem de dar fim em um ser frágil, antes de olhar seu rosto ou tomá-lo nos braços. Quem vivem essa experiências de se perceber mãe, não tem coragem de se desfazer da sua cria, mesmo contra todas as adversidades. É melhor não começar a ser mãe, pois é um caminho sem volta.
Aquelas que decidem serem mães sabem que as noites não são mais suas; que o melhor já é não é para si; que numa loja, a primeira imagem que vem à mente dentro de uma roupa à venda é a do filho.
Quem decidiu ser mãe, optou por suportar ingratidão, optou por ter questionada sua sabedoria, optou por estar disposta a dividir o problema dos filhos, mas somá-los aos seus. Optou por fingir que não se fere, para não ferir os sentimentos dos filhos.
O valor da mãe não está no que ela faz, pois ninguém percebe que ela faz. O valor da mãe está na falta que fará seus cuidados quando ela não estiver mais por perto. Infelizmente, os casos em que as mães são reverenciadas pelos seus filhos, em vida, são exceção.
O valor da mãe não está no que ela faz, mas no que ela permite que se faça com ela por amor aos filhos.
O valor da mãe não esta no que ela faz, mas no que ela deixa de fazer para que seus filhos caminhem mais rápidos, tenham sua atenção, cresçam sendo amados, mesmo que não percebam.
O valor da mãe não está no que ela faz, mas no que Deus faz através dela, e isso, só Deus sabe.
Não dá para medir o valor de uma mãe, não porque falta critérios, mas porque é imensurável e só a eternidade revelará o valor de cada mãe.
Receba, mãe, nossa reverência. Ainda que nunca saberemos o seu real valor, muito obrigado pelo que não sabemos.
Um filho.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
QUAL O VALOR DE UM LÁPIS?
Um tributo a Antônio Manoel dos Santos
Lápis foi um dos produtos, juntamente com pente masculino, caixa de fósforos, dedal de costura, prendedor de roupas e outros, que ninguém, de uma série de entrevistados por um programa de televisão, tinha noção do preço. As repostas variaram em mais de 3.000% para o mesmo produto. Eu também não sei quanto custa um lápis, mas sei qual o seu valor quando bem utilizado.
Quando eu digo bem utilizado, não me restrinjo ao uso da grafite que nele há e que permite aos poetas produzirem textos que encantam, ou aos engenheiros fazerem projetos que revolucionam ou mesmos aos artistas a fazerem dos traços sua forma de emocionar.
Não, amigos, não é disso que falo. Me refiro magia que havia no lápis que o irmão Antônio trazia no bolso interno do seu paletó sempre alinhado e a forma como ele o retirava para entregar ao grande vencedor do dia. Não era apenas um lápis, era um troféu. A emoção da entrega e a ênfase com que ele anunciava o ganhador tornavam o momento ímpar. Era, para um menino de dez ou doze anos, a mesma emoção que sente um jogador de futebol ao ouvir seu nome anunciado para ganhar a bola de ouro.
Para entender o valor desse lápis com poderes mágicos é preciso voltar quarenta anos no tempo. Uma classe de intermediários, que depois passou a classe de adolescentes e hoje são os “teens”. A reunião se repetia no mesmo modelo domingo após domingo. Um adolescente dirigia os trabalhos, alguém apresentava uma música, os grupos falavam seus pontos e ao final, as perguntas da bíblia feitas pelo irmão Antônio, nosso líder, que falava como se fora um grande general e nos envolvia neste clima fazendo-nos sentir, também, soldados valorosos.
Era um homem calmo, de gestos leves, sorriso discreto, voz mansa e que nunca perdeu a linha com nenhum daqueles que liderava. Era admirável sua habilidade de tirar do bolso um lápis para dar ao vencedor do dia como quem entrega um grande troféu de ouro maciço. Todos queriam ganhar o lápis. Alguns, menos humildes, entravam no templo para o culto exibindo seu troféu do sábio do dia. Eu era um deles. Eu me sentia o maioral quando ganhava. Haviam muitos que eram melhores do que eu.
Hoje ainda não sei quanto custa um lápis, mas eu sei o valor daquele lápis em particular. Aquele lápis fez de todos, vencedores, porque aprendemos a amar o estudo da Palavra de Deus. Aquele lápis, talvez, tenha salvado carreiras profissionais, porque ensinou que é preciso esforço para ser recompensado. Aquele lápis deve ter salvado relacionamentos porque muitas vezes ensinou renúncia. Quando havia empate alguém tinha que ceder.
Aquela geração foi privilegiada. Aquele lápis imprimiu marcas tão profundas no caráter daqueles pré-adolescentes que, hoje, quando nos encontramos pastores, advogados, líderes de igrejas, de grandes corporações, empresários bem sucedidos, agricultores, etc, ainda comentamos do lápis do irmão Antônio.
Há pouco tempo o Senhor o recolheu. Morreu como viveu: sorrindo, falando das coisas de Deus, influenciando positivamente alguém. Sua morte interrompeu a organização da terceira igreja que ele começara do nada. Para ser justo, na verdade não era nada: Uma bíblia na mão, um caderno com hinos do Oséias de Paula que ele insistia em fazer solos, sua companheira fiel ao lado e, certamente, um lápis no bolso. Um infarto fulminante interrompeu uma alegre conversa com um irmão em Cristo e, pela primeira vez, deixou alguém falando sozinho.
Faltarão lápis para escrever o quanto esse homem contribuiu na formação de toda uma geração de meninos e meninas que, há quarenta anos, apenas queriam ganhar o lápis do irmão Antônio sem saber o que isso representaria para suas vidas.
Lápis foi um dos produtos, juntamente com pente masculino, caixa de fósforos, dedal de costura, prendedor de roupas e outros, que ninguém, de uma série de entrevistados por um programa de televisão, tinha noção do preço. As repostas variaram em mais de 3.000% para o mesmo produto. Eu também não sei quanto custa um lápis, mas sei qual o seu valor quando bem utilizado.
Quando eu digo bem utilizado, não me restrinjo ao uso da grafite que nele há e que permite aos poetas produzirem textos que encantam, ou aos engenheiros fazerem projetos que revolucionam ou mesmos aos artistas a fazerem dos traços sua forma de emocionar.
Não, amigos, não é disso que falo. Me refiro magia que havia no lápis que o irmão Antônio trazia no bolso interno do seu paletó sempre alinhado e a forma como ele o retirava para entregar ao grande vencedor do dia. Não era apenas um lápis, era um troféu. A emoção da entrega e a ênfase com que ele anunciava o ganhador tornavam o momento ímpar. Era, para um menino de dez ou doze anos, a mesma emoção que sente um jogador de futebol ao ouvir seu nome anunciado para ganhar a bola de ouro.
Para entender o valor desse lápis com poderes mágicos é preciso voltar quarenta anos no tempo. Uma classe de intermediários, que depois passou a classe de adolescentes e hoje são os “teens”. A reunião se repetia no mesmo modelo domingo após domingo. Um adolescente dirigia os trabalhos, alguém apresentava uma música, os grupos falavam seus pontos e ao final, as perguntas da bíblia feitas pelo irmão Antônio, nosso líder, que falava como se fora um grande general e nos envolvia neste clima fazendo-nos sentir, também, soldados valorosos.
Era um homem calmo, de gestos leves, sorriso discreto, voz mansa e que nunca perdeu a linha com nenhum daqueles que liderava. Era admirável sua habilidade de tirar do bolso um lápis para dar ao vencedor do dia como quem entrega um grande troféu de ouro maciço. Todos queriam ganhar o lápis. Alguns, menos humildes, entravam no templo para o culto exibindo seu troféu do sábio do dia. Eu era um deles. Eu me sentia o maioral quando ganhava. Haviam muitos que eram melhores do que eu.
Hoje ainda não sei quanto custa um lápis, mas eu sei o valor daquele lápis em particular. Aquele lápis fez de todos, vencedores, porque aprendemos a amar o estudo da Palavra de Deus. Aquele lápis, talvez, tenha salvado carreiras profissionais, porque ensinou que é preciso esforço para ser recompensado. Aquele lápis deve ter salvado relacionamentos porque muitas vezes ensinou renúncia. Quando havia empate alguém tinha que ceder.
Aquela geração foi privilegiada. Aquele lápis imprimiu marcas tão profundas no caráter daqueles pré-adolescentes que, hoje, quando nos encontramos pastores, advogados, líderes de igrejas, de grandes corporações, empresários bem sucedidos, agricultores, etc, ainda comentamos do lápis do irmão Antônio.
Há pouco tempo o Senhor o recolheu. Morreu como viveu: sorrindo, falando das coisas de Deus, influenciando positivamente alguém. Sua morte interrompeu a organização da terceira igreja que ele começara do nada. Para ser justo, na verdade não era nada: Uma bíblia na mão, um caderno com hinos do Oséias de Paula que ele insistia em fazer solos, sua companheira fiel ao lado e, certamente, um lápis no bolso. Um infarto fulminante interrompeu uma alegre conversa com um irmão em Cristo e, pela primeira vez, deixou alguém falando sozinho.
Faltarão lápis para escrever o quanto esse homem contribuiu na formação de toda uma geração de meninos e meninas que, há quarenta anos, apenas queriam ganhar o lápis do irmão Antônio sem saber o que isso representaria para suas vidas.
domingo, 2 de janeiro de 2011
MISERICÓRDIA OU COMPAIXÃO?
MISERICÓRDIA OU COMPAIXÃO?
“Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai” (Lc 6.36)
Eu vejo Jesus mais preocupado em exortar seus discípulos à misericórdia do que à compaixão. Certamente não é porque uma virtude é mais importante do que a outra, e sim porque o ter compaixão se encaixa mais facilmente ao perfil do ser humano do que ter misericórdia.
Qual a diferença entre compaixão e misericórdia? Imaginamos misericordioso, aquele sujeito que não pode ver um mendigo na rua que já oferece sua roupa, sua comida, leva ao hospital, etc. É o bom samaritano do século 21. Não é bem assim. Isto não é misericórdia é compaixão.
Por definição, compaixão é a forma como você lida com a necessidade ou a dor do indivíduo. Misericórdia, a forma com que você lida com o erro ou a culpa do indivíduo.
Há muito mais pessoas (embora não em número suficiente) dispostas a exercer compaixão do que misericórdia. Por várias razões.
A compaixão tem a ver com o bem estar pessoal. Fazer o bem torna um ser humano grande e melhor que os outros. Se posso ajudar é porque estou, pelo menos, um pouco melhor do que aquele que estou ajudando. Esse pensamento está em plena harmonia com o pensamento humano, incluindo os não cristãos. Aparenta grandeza de caráter.
Misericórdia é diferente. Exige mais de nós, causa dor, gera perdas, e para os que não conhecem misericórdia, aparenta fraqueza e muitos a tem por conivência com o erro.
As pessoas que só têm compaixão socorrem os necessitados, mas se esses se mostrarem ingratos ou fizerem algum mal a eles, descarrega toda a sua ira e arrependimento por ter ajudado e promete nunca mais ajudar aquele ingrato.
Misericórdia é perdoar quantas vezes forem necessárias com o mesmo sorriso e a mesma confiança.
Misericórdia não lança em rosto o pecado passado. Misericórdia olha para a necessidade daquele que não merece nenhuma ajuda e só vê a necessidade e não o merecimento.
Misericórdia é olhar para um bêbado agressivo, um drogado perigoso, um aproveitador e pensar... Ele precisa de Jesus mais do que qualquer outro.
Misericórdia é investir na vida de uma pessoa desprezível e desprezada pela sociedade e sofrer todos os danos até que ela venha ter sua vida transformada por Jesus.
Misericórdia é receber publicanos e pecadores por achar que eles precisam mais de médicos espirituais do que os “santinhos”.
Misericórdia, em suma, é sentir o que Deus sentiu por nós e, por causa disso nos amou e nos salvou. Às vezes esquecemos nossa história e vivemos um personagem – filho do altíssimo – que não puxou em nada ao Pai.
Jesus em Luca 6:32-36 nos mostra o que é misericórdia:
32. “Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam. 33. Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é a vossa recompensa? Até os pecadores fazem isso. 34. E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, qual é a vossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35. Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus. 36. Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.”Ainda bem que Jesus não é como nós. Ele é misericordioso. Se não fosse a misericórdia de Cristo não haveria igreja, porque a igreja é formada pelos mais miseráveis pecadores que foram, não só aceitos, mas buscados por Ele.
As pessoas que não querem a presença de miseráveis pecadores na igreja, são as mesmas que cantam: “Buscou-me com ternura, Jesus o Salvador. Achou-me na miséria salvou-me com amor”
Não se iluda! Compaixão não é misericórdia.
“Bem aventurado os misericordiosos porque eles alcançarão misericórdia”. (palavras de Jesus)
Fique na Paz
“Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai” (Lc 6.36)
Eu vejo Jesus mais preocupado em exortar seus discípulos à misericórdia do que à compaixão. Certamente não é porque uma virtude é mais importante do que a outra, e sim porque o ter compaixão se encaixa mais facilmente ao perfil do ser humano do que ter misericórdia.
Qual a diferença entre compaixão e misericórdia? Imaginamos misericordioso, aquele sujeito que não pode ver um mendigo na rua que já oferece sua roupa, sua comida, leva ao hospital, etc. É o bom samaritano do século 21. Não é bem assim. Isto não é misericórdia é compaixão.
Por definição, compaixão é a forma como você lida com a necessidade ou a dor do indivíduo. Misericórdia, a forma com que você lida com o erro ou a culpa do indivíduo.
Há muito mais pessoas (embora não em número suficiente) dispostas a exercer compaixão do que misericórdia. Por várias razões.
A compaixão tem a ver com o bem estar pessoal. Fazer o bem torna um ser humano grande e melhor que os outros. Se posso ajudar é porque estou, pelo menos, um pouco melhor do que aquele que estou ajudando. Esse pensamento está em plena harmonia com o pensamento humano, incluindo os não cristãos. Aparenta grandeza de caráter.
Misericórdia é diferente. Exige mais de nós, causa dor, gera perdas, e para os que não conhecem misericórdia, aparenta fraqueza e muitos a tem por conivência com o erro.
As pessoas que só têm compaixão socorrem os necessitados, mas se esses se mostrarem ingratos ou fizerem algum mal a eles, descarrega toda a sua ira e arrependimento por ter ajudado e promete nunca mais ajudar aquele ingrato.
Misericórdia é perdoar quantas vezes forem necessárias com o mesmo sorriso e a mesma confiança.
Misericórdia não lança em rosto o pecado passado. Misericórdia olha para a necessidade daquele que não merece nenhuma ajuda e só vê a necessidade e não o merecimento.
Misericórdia é olhar para um bêbado agressivo, um drogado perigoso, um aproveitador e pensar... Ele precisa de Jesus mais do que qualquer outro.
Misericórdia é investir na vida de uma pessoa desprezível e desprezada pela sociedade e sofrer todos os danos até que ela venha ter sua vida transformada por Jesus.
Misericórdia é receber publicanos e pecadores por achar que eles precisam mais de médicos espirituais do que os “santinhos”.
Misericórdia, em suma, é sentir o que Deus sentiu por nós e, por causa disso nos amou e nos salvou. Às vezes esquecemos nossa história e vivemos um personagem – filho do altíssimo – que não puxou em nada ao Pai.
Jesus em Luca 6:32-36 nos mostra o que é misericórdia:
32. “Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam. 33. Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é a vossa recompensa? Até os pecadores fazem isso. 34. E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, qual é a vossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35. Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus. 36. Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.”Ainda bem que Jesus não é como nós. Ele é misericordioso. Se não fosse a misericórdia de Cristo não haveria igreja, porque a igreja é formada pelos mais miseráveis pecadores que foram, não só aceitos, mas buscados por Ele.
As pessoas que não querem a presença de miseráveis pecadores na igreja, são as mesmas que cantam: “Buscou-me com ternura, Jesus o Salvador. Achou-me na miséria salvou-me com amor”
Não se iluda! Compaixão não é misericórdia.
“Bem aventurado os misericordiosos porque eles alcançarão misericórdia”. (palavras de Jesus)
Fique na Paz
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O SILÊNCIO (não só) DE ADÃO - Pastoral 19/9
O SILÊNCIO (não só) DE ADÃO
Pr. Sidnei
No livro “O Silêncio de Adão”, de Larry Crabb e outros, os autores confrontam o gênero masculino na sua tendência de ficar em silêncio nas situações mais críticas e analisam sua omissão nos momentos em que mais se exige uma intervenção decisiva.
A análise parte de uma suposição, a meu ver com muita chance de ser fato, de que Adão por comer o fruto proibido, sem que Eva o chamasse para isso, estivesse perto dela. Ora, se estava por perto, certamente acompanhou o diálogo de sua esposa com a serpente. Se acompanhou o diálogo, percebeu que se tratava de uma cilada que ia num crescendo de argumentos perigosamente falseados que conduziu à queda do casal e conseqüente ruína da humanidade (as deduções e o exagero são por minha conta, o autor não tem culpa).
Mas, fato é que Adão não fez nada para impedir esse pecado, e conseqüente desgraça, por omitir-se, por calar-se quando deveria falar e por esperar quando deveria agir.
Embora nós homens honestos (e há) admitamos que essa seja uma característica masculina - o silêncio – numa esfera mais geral todos nós, seres humanos, num ou noutro momento, nos calamos mesmo quando vemos que, vagarosamente, determinado comportamento levará, lá na frente, à ruína.
Fazemos isso com um irmão da igreja, porque não queremos estragar o relacionamento por parecer intrometido. Fazemos isso com a esposa ou esposo para não criar um atrito supostamente desnecessário. Fazemos isso com nossos filhos para que não nos ache chatos e nos dê a impressão que nos ama mais. Na maioria das vezes, no entanto, é por pura omissão e desejo de aprovação.
Todos somos assim e eu sou mais assim que todos. Mas isto não tem dado certo. Você já pensou que muitas quedas poderiam ter sido evitadas se não nos omitíssemos enquanto havia tempo de intervirmos vigorosamente com a autoridade da Palavra de Deus. Adão nem precisaria se indispor. Poderia até, se sua covardia exigisse, jogar a conta para Deus. Afinal, era Deus quem tinha dito que não deveriam comer daquele fruto em hipótese nenhuma.
Assemelhamos-nos a Adão até no fato de que comer o fruto não era uma necessidade para Eva, mas sim um capricho de rebeldia. Eles tinham todos os outros frutos à disposição, não precisariam daquele. Quantas vezes nos calamos num processo longo, num diálogo perigoso dos nossos queridos com as artimanhas de Satanás. Nos omitimos, olhamos para outro lado, nos concentramos em outra preocupação legítima e deixamos o tempo correr para ver no que vai dar.
O mais triste é que, à semelhança de Adão, muitas vezes, não só permitimos que, por omissão, o perigo aumente à medida que o tempo passa como também, por fraqueza, nos envolvemos ou somos coniventes com o erro.
Observe seus irmãos, suas esposas, seus esposos, seus filhos e filhas. Pode ser que estejam num diálogo perigoso com satanás, mas ainda em tempo de interromper.
Omissão custa caro. Não vale a pena correr o risco.
Sem contrariar o grande Larry Crabb, o silêncio não tem sido só de Adão.
Fiquem na Paz
Pr. Sidnei
No livro “O Silêncio de Adão”, de Larry Crabb e outros, os autores confrontam o gênero masculino na sua tendência de ficar em silêncio nas situações mais críticas e analisam sua omissão nos momentos em que mais se exige uma intervenção decisiva.
A análise parte de uma suposição, a meu ver com muita chance de ser fato, de que Adão por comer o fruto proibido, sem que Eva o chamasse para isso, estivesse perto dela. Ora, se estava por perto, certamente acompanhou o diálogo de sua esposa com a serpente. Se acompanhou o diálogo, percebeu que se tratava de uma cilada que ia num crescendo de argumentos perigosamente falseados que conduziu à queda do casal e conseqüente ruína da humanidade (as deduções e o exagero são por minha conta, o autor não tem culpa).
Mas, fato é que Adão não fez nada para impedir esse pecado, e conseqüente desgraça, por omitir-se, por calar-se quando deveria falar e por esperar quando deveria agir.
Embora nós homens honestos (e há) admitamos que essa seja uma característica masculina - o silêncio – numa esfera mais geral todos nós, seres humanos, num ou noutro momento, nos calamos mesmo quando vemos que, vagarosamente, determinado comportamento levará, lá na frente, à ruína.
Fazemos isso com um irmão da igreja, porque não queremos estragar o relacionamento por parecer intrometido. Fazemos isso com a esposa ou esposo para não criar um atrito supostamente desnecessário. Fazemos isso com nossos filhos para que não nos ache chatos e nos dê a impressão que nos ama mais. Na maioria das vezes, no entanto, é por pura omissão e desejo de aprovação.
Todos somos assim e eu sou mais assim que todos. Mas isto não tem dado certo. Você já pensou que muitas quedas poderiam ter sido evitadas se não nos omitíssemos enquanto havia tempo de intervirmos vigorosamente com a autoridade da Palavra de Deus. Adão nem precisaria se indispor. Poderia até, se sua covardia exigisse, jogar a conta para Deus. Afinal, era Deus quem tinha dito que não deveriam comer daquele fruto em hipótese nenhuma.
Assemelhamos-nos a Adão até no fato de que comer o fruto não era uma necessidade para Eva, mas sim um capricho de rebeldia. Eles tinham todos os outros frutos à disposição, não precisariam daquele. Quantas vezes nos calamos num processo longo, num diálogo perigoso dos nossos queridos com as artimanhas de Satanás. Nos omitimos, olhamos para outro lado, nos concentramos em outra preocupação legítima e deixamos o tempo correr para ver no que vai dar.
O mais triste é que, à semelhança de Adão, muitas vezes, não só permitimos que, por omissão, o perigo aumente à medida que o tempo passa como também, por fraqueza, nos envolvemos ou somos coniventes com o erro.
Observe seus irmãos, suas esposas, seus esposos, seus filhos e filhas. Pode ser que estejam num diálogo perigoso com satanás, mas ainda em tempo de interromper.
Omissão custa caro. Não vale a pena correr o risco.
Sem contrariar o grande Larry Crabb, o silêncio não tem sido só de Adão.
Fiquem na Paz
quarta-feira, 23 de junho de 2010
COISAS DO COTIDIANO
Rochas e Pedregulhos
Uma das muitas coisas que me chamaram a atenção no Monte Sinai foi a quantidade e o tamanho das rochas que formam aquela cadeia de montanhas. Eu tentei subir no local de onde, segundo o guia, Moisés poderia ter falado à multidão já no pé da montanha. No pequeno filme que fiz via-se um planalto onde o povo poderia ter ficado e as rochas de onde Moisés poderia ter falado. Percebi que as rochas são facilmente vistas e é preciso fazer um plano para subir nelas. Há que se escolher o melhor lado, o menos liso, o que tenha um degrau natural e, com algum cuidado pode-se, como eu, subir numa rocha para ter uma visão melhor sem muito perigo de cair.
Já o chão é mais difícil de andar devido aos pedregulhos. Eles são quase imperceptíveis porque ficam fora do foco dos olhos. Quando as pessoas andavam, olhavam para frente, para o lugar aonde queriam chegar. Percebi muita gente tropeçando, escorregando e alguns até caindo. Uns americanos mais avisados escalavam o Sinai com aquelas bengalas de esqui para não perder o equilíbrio.
Que grande lição tiramos. Pessoas não tropeçam em rochas, mas com freqüência escorregam ou tropeçam em pedregulhos. Rochas são vistas à distancia, pedregulhos mal são vistos. As pessoas respeitam a imponência das rochas, mas negligenciam a presença dos pedregulhos. As pessoas desviam das rochas, mas tentam andar sobre os pedregulhos. As rochas se destacam no relevo, os pedregulhos se confundem com chão. Por essas e outras, na prática, os pedregulhos trazem mais perigo do que as rochas. Pessoas podem cair de rochas, não por causa das rochas. Já os pedregulhos, quase invisíveis, são responsáveis por muitas quedas e tropeços.
Na vida espiritual isso também acontece. Preocupamos-nos com os “pecados rochas”. São facilmente visíveis, grandes, chamativos e, dificilmente alguém comete um pecado desse porte por não vê-lo. Nessa categoria está o adultério, roubo, assassinato e outras ações que saltam aos olhos como, indubitavelmente, pecados. Pessoas os vêem de longe e sempre em tempo de fugirem, embora isso nem sempre ocorra.
Diferentemente, aos “pecados pedregulhos” ninguém dá atenção. São imperceptíveis, da cor do chão. São atitudes aparentemente não perigosas, mas que colocam em risco nossa caminhada. Muitos caíram por não perceberem que estavam andando sobre pedregulhos. Nesta categoria estão as atitudes que se confundem com o estilo normal de uma vida agitada. Incluem-se as pequenas mentiras, admiração aos costumes mundanos, falta de leitura da bíblia, falta de um tempo específico de oração, falta de empenho para estar na igreja, críticas constantes aos irmãos, falta de humildade e outras coisas que as pessoas nem chamam de pecado, apenas um estilo de vida ou personalidade forte.
É com este, chamado estilo normal de vida, que devemos tomar mais cuidado. Ele vai minando nossa resistência espiritual. Vai mudando nossos conceitos, vai enfraquecendo a nossa fé, vai tornando vulnerável nosso juízo de valores e, quando menos esperamos, tropeçamos ou escorregamos. E por que? Porque não vigiamos nas pequenas coisas. Fixamos-nos nas rochas e esquecemos-nos dos pedregulhos.
Meu irmão e minha irmã, se você tem sido pouco vigilante nas chamadas, pequenas coisas, saiba que são elas que nos derrubam. O diabo é mestre em desviar nossa atenção do perigo que elas representam. Ele quer a nossa queda.
Observe seu caminho. Pare de andar- por um instante, olhe para o chão e à sua volta. Se houver pedregulhos, remova-os antes que eles o derrubem.
Fique na paz
Uma das muitas coisas que me chamaram a atenção no Monte Sinai foi a quantidade e o tamanho das rochas que formam aquela cadeia de montanhas. Eu tentei subir no local de onde, segundo o guia, Moisés poderia ter falado à multidão já no pé da montanha. No pequeno filme que fiz via-se um planalto onde o povo poderia ter ficado e as rochas de onde Moisés poderia ter falado. Percebi que as rochas são facilmente vistas e é preciso fazer um plano para subir nelas. Há que se escolher o melhor lado, o menos liso, o que tenha um degrau natural e, com algum cuidado pode-se, como eu, subir numa rocha para ter uma visão melhor sem muito perigo de cair.
Já o chão é mais difícil de andar devido aos pedregulhos. Eles são quase imperceptíveis porque ficam fora do foco dos olhos. Quando as pessoas andavam, olhavam para frente, para o lugar aonde queriam chegar. Percebi muita gente tropeçando, escorregando e alguns até caindo. Uns americanos mais avisados escalavam o Sinai com aquelas bengalas de esqui para não perder o equilíbrio.
Que grande lição tiramos. Pessoas não tropeçam em rochas, mas com freqüência escorregam ou tropeçam em pedregulhos. Rochas são vistas à distancia, pedregulhos mal são vistos. As pessoas respeitam a imponência das rochas, mas negligenciam a presença dos pedregulhos. As pessoas desviam das rochas, mas tentam andar sobre os pedregulhos. As rochas se destacam no relevo, os pedregulhos se confundem com chão. Por essas e outras, na prática, os pedregulhos trazem mais perigo do que as rochas. Pessoas podem cair de rochas, não por causa das rochas. Já os pedregulhos, quase invisíveis, são responsáveis por muitas quedas e tropeços.
Na vida espiritual isso também acontece. Preocupamos-nos com os “pecados rochas”. São facilmente visíveis, grandes, chamativos e, dificilmente alguém comete um pecado desse porte por não vê-lo. Nessa categoria está o adultério, roubo, assassinato e outras ações que saltam aos olhos como, indubitavelmente, pecados. Pessoas os vêem de longe e sempre em tempo de fugirem, embora isso nem sempre ocorra.
Diferentemente, aos “pecados pedregulhos” ninguém dá atenção. São imperceptíveis, da cor do chão. São atitudes aparentemente não perigosas, mas que colocam em risco nossa caminhada. Muitos caíram por não perceberem que estavam andando sobre pedregulhos. Nesta categoria estão as atitudes que se confundem com o estilo normal de uma vida agitada. Incluem-se as pequenas mentiras, admiração aos costumes mundanos, falta de leitura da bíblia, falta de um tempo específico de oração, falta de empenho para estar na igreja, críticas constantes aos irmãos, falta de humildade e outras coisas que as pessoas nem chamam de pecado, apenas um estilo de vida ou personalidade forte.
É com este, chamado estilo normal de vida, que devemos tomar mais cuidado. Ele vai minando nossa resistência espiritual. Vai mudando nossos conceitos, vai enfraquecendo a nossa fé, vai tornando vulnerável nosso juízo de valores e, quando menos esperamos, tropeçamos ou escorregamos. E por que? Porque não vigiamos nas pequenas coisas. Fixamos-nos nas rochas e esquecemos-nos dos pedregulhos.
Meu irmão e minha irmã, se você tem sido pouco vigilante nas chamadas, pequenas coisas, saiba que são elas que nos derrubam. O diabo é mestre em desviar nossa atenção do perigo que elas representam. Ele quer a nossa queda.
Observe seu caminho. Pare de andar- por um instante, olhe para o chão e à sua volta. Se houver pedregulhos, remova-os antes que eles o derrubem.
Fique na paz
quinta-feira, 17 de junho de 2010
COISAS DO COTIDIANO
Quanta honra!
Você já percebeu que algumas honrarias tão desejadas vêm acompanhadas de deveres.
Na França antiga havia os mosqueteiros. Os jovens passavam toda sua vida sonhando ser um mosqueteiro do rei. Alguns eram preparados desde a infância e passavam a vida buscando esse objetivo: ser a guarda pessoal do rei. Isso significava morrer pelo rei. Assim é o serviço secreto presidencial americano: o juramento de se colocar na frente do tiro para proteger o presidente.
A posição que nos foi conquistada é bem maior do que a guarda pessoal do rei da França ou do serviço secreto presidencial americano. Somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, propriedade exclusiva do Senhor. Certamente este privilégio e posição não se igualam a nada. Mas como todo elevado privilégio, vem acompanhado de expectativas que são inerentes ao cargo. Tanto o mosqueteiro quanto o agente americano sabe que espera-se dele que, se necessário, dê a sua vida para que o rei ou presidente viva. Ele aceita o privilégio se quiser.
Por que nós aceitamos somente o privilégio e não lemos a segunda parte do contrato. Há uma expectativa decorrente desta posição: a fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.
Parece que não temos nenhum constrangimento de desfrutar dos privilégios esquecendo-nos que esses foram dados com uma expectativa. Se aceitarmos um, temos que aceitar o outro.
Como você tem proclamado as virtudes de Deus ou ainda, você tem proclamado?
Não te soa como alguém que recebeu o dinheiro adiantado para fazer uma obra e não fez?
Sei lá... é bom refletirmos melhor sobre as coisas que condenamos para os homens, mas fazemos para Deus.
De qualquer forma, está aí um alerta. Não seria um dos pontos de santificação para vermos maravilhas?
Fiquem na paz
Você já percebeu que algumas honrarias tão desejadas vêm acompanhadas de deveres.
Na França antiga havia os mosqueteiros. Os jovens passavam toda sua vida sonhando ser um mosqueteiro do rei. Alguns eram preparados desde a infância e passavam a vida buscando esse objetivo: ser a guarda pessoal do rei. Isso significava morrer pelo rei. Assim é o serviço secreto presidencial americano: o juramento de se colocar na frente do tiro para proteger o presidente.
A posição que nos foi conquistada é bem maior do que a guarda pessoal do rei da França ou do serviço secreto presidencial americano. Somos raça eleita, sacerdócio real, nação santa, propriedade exclusiva do Senhor. Certamente este privilégio e posição não se igualam a nada. Mas como todo elevado privilégio, vem acompanhado de expectativas que são inerentes ao cargo. Tanto o mosqueteiro quanto o agente americano sabe que espera-se dele que, se necessário, dê a sua vida para que o rei ou presidente viva. Ele aceita o privilégio se quiser.
Por que nós aceitamos somente o privilégio e não lemos a segunda parte do contrato. Há uma expectativa decorrente desta posição: a fim de proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.
Parece que não temos nenhum constrangimento de desfrutar dos privilégios esquecendo-nos que esses foram dados com uma expectativa. Se aceitarmos um, temos que aceitar o outro.
Como você tem proclamado as virtudes de Deus ou ainda, você tem proclamado?
Não te soa como alguém que recebeu o dinheiro adiantado para fazer uma obra e não fez?
Sei lá... é bom refletirmos melhor sobre as coisas que condenamos para os homens, mas fazemos para Deus.
De qualquer forma, está aí um alerta. Não seria um dos pontos de santificação para vermos maravilhas?
Fiquem na paz
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