quinta-feira, 2 de abril de 2009

PASTORAL - DIA DE MISSÕES MUNDIAIS

Então.....USA-ME SENHOR

Você contou quantas vezes você repetiu essa frase este mês?

Cantamos à exaustão, lemos a divisa, recitamos o tema, acompanhamos as crianças nas suas apresentações antes de saírem para seu culto especial, nas salas da EBD, e outras oportunidades que não me lembro. Ao final da campanha, o quanto dessas repetições expressou um real desejo de cada crente ser usado? Ou qual o percentual de afirmações será transformado em ações concretas?

Eu não sou especialista em publicidade, mas parece que a exposição maciça e repetitiva de um mesmo fato, especialmente um crime ou tragédia, vai perdendo seu impacto sobre nossas emoções. Crimes bárbaros, cenas chocantes, notícias bombásticas, se forem repetidas muitas vezes na televisão, vão se banalizando e já não nos chocamos mais. Parece que foi o que aconteceu com a expressão: “Podemos ir, orar ou contribuir” na obra missionária. A frase, em si , já não causa nenhum efeito nas pessoas. Infelizmente, “eis aqui, envia-me a mim” passa despecerbido na letra da do hino oficial (embora seja a parte mais linda do hino de missões deste ano).

Que esperança de reação, então, uma vez que as frases, já gastas pelo uso constante, não provocam mais reações emocionais, e as pessoas as repetem como qualquer outra parte de um cântico? A nossa esperança reside no fato que é Palavra de Deus e desejo de Deus. E a Palavra é viva e eficaz, é penetrante até a divisão da alma e do espírito, é apta para discernir os pensamentos e as intenções do coração. Nossa esperança descansa no fato que é o Espírito Santo quem nos guia a toda a verdade e interpretação dessa Palavra Viva.

Portanto, ainda resta uma esperança. Não na força publicitária da campanha, mas na ação do Espírito em cada coração. É Ele que vai nos chocar e emocionar quando cantarmos “Eis-me aqui, envia-me a mim”. É Ele que vai nos confrontar e nos fazer entender qual a Sua vontade: ir, orar ou contribuir?. É Ele que vai trazer peso às palavras e nos fazer refletir quando lermos a divisa ou recitar o tema.

Neste ano, deixe o Espírito falar ao seu coração. Não repita palavras, retenha a Palavra. Não apenas cante, se encante com a obra missionária. Quem sabe, nesta campanha, teremos alguém não só cantando, mas dizendo para Deus de fato: Eis-me aqui, envia-me a mim, e uma grande obra missionária começará em nossa igreja.
Deus está agindo, mas nós ainda estamos trabalhando de forma desordenada por falta de líderes para missões desde locais até mundiais.
Quem sabe não seja para você esta pastoral, e após lê-la diga:

“Então...usa-me, Senhor!

Fique na paz
Pr. Sidnei

terça-feira, 17 de março de 2009

COISAS DO COTIDIANO

“VALE TUDO” PARA JESUS

Esta a firmação pode ser compreendida da algumas formas. As duas principais seriam: "Tudo que fizermos para Jesus tem valor, por mais insignificante que gesto possa parecer para as pessoas". É o caso do galardão de profeta para aquele que der um copo de água para o profeta. Uma segunda forma de compreender seria: "Qualquer risco, qualquer medida extrema, vale a pena se for por Jesus". É o lance do "Em nada tenho a minha vida por precisosa..." Qualquer das duas interpretações soaria correta para um cristão. Esta semana, no entanto, uma terceira aplicação desta expressão tomou lugar na Folha on Line do jornal Folha de São Paulo. O título da materia era esse:
“Igreja Renascer monta ringue de vale-tudo em templo para atrair mais jovens a culto em SP”

Neste caso "Vale para Jesus" assume o seguinte significado: Uma luta de Vale Tudo para divulgar Jesus.

A luta de vale tudo é uma das mais violentas que existe. As pessoas podem usar socos e pontapés e sangram até desmaiarem ou desistirem. Mesmo dominadas, as pessoas são espancadas impiedosamente. Muitos atletas de esportes de combate censuram essa prática, pelo espírito animalesco, pelo instinto de auto preservaçãop, que se apodera dos competidores durante os combates. Pessoas que, no seu dia-a-dia, são doces e dóceis. Pois é! Se até as pessoas que praticam esportes de contato abominam essa luta, como poderia uma coisa dessas ser atrativo para Jesus, o Príncipe da Paz.

Não questiono, nem tenho condições de julgar, as intenções de quem montou esta estratégia de marketing. É que esta manchete reacendeu algo que procuro não pensar. O fato de que o desespero pela conquista de fieis tem assumido proporções tão alarmantes que o nível de criatividade, nos arraiais onde o suporte financeiro vem das ofertas dos ouvintes ou telespectadores, tem beirado a insanidade. Veja a TV. Se a igreja “A” consegue mais fiéis, mostrando milagres (alguns questionáveis, pois nunca se vê a pessoa antes do milagre), a igreja “B” que se especializava em prosperidade financeira, passa, também, a fazer propaganda de milagres para competir com a igreja “A”. Neste caso, vale tudo para conseguir mais contribuintes. Por isso o apóstolo Paulo adverte “O amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males: e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.10) .

Há muita publicidade e pouco testemunho. E o que chamam de testemunho, na verdade, é publicidade da igreja ou do pastor. Jesus não precisa de publicidade ou propaganda, Ele trabalha através do testemunho de vidas transformadas no dia-a-dia . As pessoas, entretanto, parecem achar mais fácil atrair as pessoas com atividades bisonhas ou show pirotécnico do que viver uma vida tão transformada que as pessoas queiram saber quem fez tal transformação.

Tenho certeza que Deus salvará algumas destas pessoas, porque as pedras estão clamando e isso, por falta do nosso testemunho. Deus salvará algumas das pessoas destas igrejas, apesar dos pregadores e dos métodos. É o evangelho pregado, no dizer de Paulo, por contenda ou inveja.

Pessoas se salvarão de alguma forma por causa do amor de Deus. Mas será que não nos dói na consciência que, para isso, o poder de Cristo tem que ser tão rebaixado. Será que vamos ter que aceitar que estratégias mais agressivas de marketing funcionam mais do que o testemunho de uma vida transformada.
Será que vamos ter que aceitar que, para as pessoas virem à igreja, é lícito fabricar milagres em programas de televisão, pedindo ofertas incessantes enriquecendo uma minoria.
Será que teremos de ver líderes processados ou presos por evasão de divisas, enriquecimento ilícito, falência fraudulenta, estelionato, charlatanismo ou qualquer outro ilícito de que tivemos notícia no Brasil ou no mundo e dizer: “mas as igrejas deles estão cada vez mais cheias”. É o fim do mundo!!!

Já dizia o intelectual no passado: “O mundo está ruím, nem tanto pela ação dos maus, muito mais pela omissão dos bons”

Se temos que engolir fatos bizarros nas igrejas é porque não temos feito da forma correta o que Jesus ensinou. Ir ao mundo, buscar os perdidos, mostrar amor, falar do perdão de Cristo, dizer que o salário do pecado é a morte, mas o presente de Deus é vida eterna em Cristo Jesus.

Enquanto não fizermos isso, ficaremos assistindo, impotentes, o sucesso daqueles que não falam de pecado, da cruz, de Cristo, de perdão, enfim... de coisas que não conhecem. Vamos assistir de camarote a fabricação de um monte de “vitoriosos” que não se preocuparam em obter perdão e, ao final da vida, estarão no inferno porque experimentaram prosperidade, sucesso, saúde, mas não graça de Cristo. Isto vai para nossa conta.
Não fique em paz

Pastoral DIA INTERNACIONAL DA MULHER

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Alguém, certamente um homem, poderá perguntar: Por que um dia da mulher e não do homem? Como toda pergunta merece uma resposta eu arrisco a minha: Para ser lembrada como mulher.
As mulheres, para os homens, são crianças, adolescentes, namoradas, depois, esposas e, com o passar dos tempos, após muitas dificuldades juntos, ela é elevada à categoria de companheira.
As mulheres, por serem mais sensíveis, não precisam ser lembradas de como é a estrutura psicológica do homem. Ela sabe que precisa apoiá-lo nos seus momentos de desemprego, de fracasso, após um negócio frustrado, etc. Ela sabe o que lhe faz sentir-se prestigiado, honrado, mesmo quando todos o têm por derrotado. Essa sensibilidade é algo que Deus colocou na essência da mulher. É como amar o marido. É inerente a ela e a bíblia não precisa lembrá-la disso, lembra apenas ao homem.
As mulheres precisam de um dia especial, para que os homens se lembrem que adolescentes, namoradas, esposas, viúvas, solteiras, descasadas, companheiras são, antes de qualquer papel social, mulheres.
O apóstolo Pedro entendeu bem essa negligência por parte dos homens quando escreve: “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade...” Por frágil, deve-se se entender que a mulher, em qualquer idade ou papel social, é mais sensível que o homem. Não equivale a fraqueza, porque ele é capaz, pelos filhos e pelo marido, de ações que o homem jamais suportaria.
Elas precisam de um dia especial para que lembremos que negar-lhe um elogio, desprezar seu ponto de vista, criticar seus choros, ignorar suas emoções ou envergonhá-la tem o mesmo efeito que tirar, publicamente, a autoridade do homem.
Elas precisam de um dia especial para que lembremos que a Bíblia fala que as mulheres devem ser submissas aos maridos e não que os maridos devem submeter sua mulher a suas vontades. É uma iniciativa da mulher significando que mesmo tendo expressado sua opinião, apoiá-lo nas dele. Dar segurança a ele, porque o homem tem essa carência de liderança, assim como a mulher tem carência de demonstração de amor, não somente afirmações intelectuais do tipo “você sabe que eu te amo então não me enche”.
É justíssimo tem um Dia Internacional da Mulher. Nem tanto pelas mulheres, mas pelos homens.
Nós precisamos refletir, pelo menos uma vez por ano, sobre a feminilidade e sobre os estragos emocionais que temos causado pelo desconhecimento de conceitos bíblicos tão elementares.
PARABÉNS MULHERES! VOCÊS FORAM CRIADAS PARA TORNAR NOSSA VIDA MELHOR.

Pastor Sidnei

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

PASTORAL DE CARNAVAL

SE SE MORRE DE AMOR!

O título pode parecer estranho, mas é o título de um poema de Gonçalves Dias.
Lá pelos idos de 1976, escolhi Gonçalves Dias como o escritor de quem eu falaria numa espécie de concurso de literatura. Na verdade eu o escolhi por causa da “Canção do Exílio”, a famosa Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá. Quando, no entanto, comecei estudar sua vida e sua obra, descobri que sua capacidade de retratar suas experiências pessoais, em forma de poema, superava seus escritos épicos indianistas.

Levantei-me nesta sexta feira com esse poema na cabeça e, quanto mais eu pensava neste poema, mais eu associava com o tipo de amor de dedicamos – ou sentimos- por Cristo e sua igreja, mais especificamente nossas igrejas locais. Pode parecer esquisito para alguns, mas se tiverem oportunidade de ler o poema, perceberão a razão da minha analogia.

Para ajudar a entender minha viagem ao século passado, às minhas aulas de literatura, vejamos como o poema nasceu. Ele foi escrito, segundo um biógrafo, em 1852 no Recife, após ouvir, num serão, a contestação de algumas senhoras da sociedade, de que o amor pudesse matar. Impactado pela carta que recebera da mãe de sua amada negando-lhe a mão de Ana Amélia, ele passou a analisar este fato. E dessa análise surgiu o poema.

Seu poema tem duas partes: a primeira ele fala de sentimentos e emoções que não passam de fascinação, de emoções vindas de ruídos dos saraus, nas orquestras e no alcançar prazer no que ouve e no que vê. Ele conclui: se outro nome lhe dão, se amor o chamam , de amor igual ninguém sucumbe à perda. Na segunda parte ele fala de um outro tipo de amor e, no trecho mais conhecido ele diz: ...Sentir sem que se veja, a quem adora. Compreender, sem lhe ouvir seus pensamentos... Ele fala de um amor que depois de unido não resiste à separação e que inveja os que encontram o fim deste sofrimento na sepultura. Desse amor, diz ele, desse amor se morre.

Não consegui dissociar a descrição de Gonçalves Dias do amor que temos sentido por Cristo e sua igreja. Que tipo de amor sentimos? Ou podemos chamar de amor àquilo que sentimos? Não seria fascinação pelo ambiente, a música, as festas, as pessoas? Se Gonçalves Dias analisasse o amor que alguns têm sentido pela igreja. Amor sem compromisso, amor interesseiro, amor passageiro, amor leviano. Na sua indagação: Se se se morre de amor! Diria ele, Desse amor não se morre.

Mas se o seu amor por cristo e a igreja é como dois corações que não podem se separar, como um tronco que, se rachado não subsistiria. Aquele amor que faz sofrer quando a igreja sofre, que dói na alma quando o pecado adentra, que corroi de saudade quando não pode fazer mais. Se seu amor é assim, desse amor se morre.

Como é seu amor por Cristo e a igreja?
Se morre desse amor?
Fique na paz
Pr. Sidnei

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

COISAS DO COTIDIANO


E DAÍ SE FOR O OBAMA ?

A internet está transbordando de vídeos e textos dos discursos de Barak Obama que, com muita freqüência têm sido associados com às pretensões do Anticristo. Nunca os crentes enviaram tanto e-mails como agora. A pergunta que não quer calar é “Será que Obama é o Anticristo?”
E daí se for?

Algumas coisas descritas como indicadores dos últimos tempos já estão acontecendo há muito tempo. No discurso apocalíptico de Lucas 21 Jesus diz que, nos últimos dias se ouviriam de guerras e revoluções. Nação contra nação, reino conta reino. Terremotos, epidemias, fome em vários lugares. Diz também que os crentes seriam levados à prisão por causa do evangelho, seriam entregues pelos pais, irmãos, parentes e amigos; seriam odiados por causa do nome de Jesus; haveria falsos cristos, tortura, morte, apostasia, esfriamento do amor, multiplicação da iniqüidade.

Por que só se preocupar com o tal do Barak?

Outros líderes mais recentes já fizeram o mesmo discurso e se foram. Alguém poderá dizer: “Desta vez é mais sério. Ele falou contra a bíblia, pregou uma cultura única, comércio único. Só faltou falar em religião única”

Repito: E daí? Jesus diz em Lucas 21.28 “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção está próxima.”

O que muda para você se for o Obama? Já sei, você tem uma vaga lembrança de ter ouvido falar em tribulação de 7 anos, sinal da besta, etc. Se você for pós- tribulacionista deve estar com as barbas de molho, eu entendo. Talvez mudando para pré-tribulacionista te anime ou meso-tribulacionista te conforte. Desculpe a ironia, mas, se vamos pensar escatologicamente, temos que pensar no todo, não só no Anticristo - que no momento, estão achando, é o tal do Barak. Tem mais coisas a pensar. Pense na sua redenção, no arrebatamento, Bodas do Cordeiro, Milênio, Tribunal de Cristo, Galardão, Céu. Ops! me empolguei. Já estou quase querendo que seja mesmo o Obama!
Pode ser alarme falso, mas se for mesmo o Obama...
E daí?
Fique na Paz

PASTORAL 28 DE DEZEMBRO

O CADERNO NOVO

“... mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, afim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Fp. 3.13, 14).

Quando adolescente, sempre tive problemas com constância de caligrafia e organização das matérias. Eu via meus colegas escrevendo tudo que o professor colocava na lousa, os títulos em cor vermelha, separação por traço, palavras grifadas e eu não conseguia ter um caderno bonito. O que me consolava eram as minhas notas que não eram tão más. Descobri mais tarde que meu melhor canal de comunicação era a audição, por isso eu me prendia tanto ao que a professora falava e não conseguia ter um caderno visualmente bonito.

Minha grande satisfação era quando o caderno feio acabava e eu tinha que começar um caderno novo. Aquela imagem horrível era esquecida e eu tinha chance de começar de novo na esperança de fazer melhor. O caderno novo me enchia de esperança. Quem o olhasse nos primeiros meses de uso não fazia idéia do que fora o semestre anterior.

Esta é a proposta de Paulo aos Filipenses. Não permitir que os fantasmas do passado pecaminoso impeçam o avançar para o alvo. Paulo nunca esqueceu o que ele foi: nem o religioso fiel, nem o perseguidor implacável da igreja. Ele os menciona com freqüência, todavia o faz como um fato perdoado e liquidado.
Como meu caderno velho. Eu sabia que ele existia, tinha muita coisa escrita nele, mas era passado. Eu não precisava ficar preso aos garranchos. Poderia começar de novo e melhor.

O ano de 2008 é como um caderno onde registramos nossos atos. Ele só tem mais algumas páginas e logo precisará ser trocado. Talvez seja sua chance de começar um caderno novo mais bonito. Deve existir coisas neste caderno das quais você se envergonha e não vê a hora de fechar e escondê-lo. Só que, para isso, é preciso resolver algumas questões. Antes de fechá-lo, veja se não há algo que você precise confessar e abandonar, porque caso não o faça, duas conseqüências serão sintomáticas: Este caderno um dia será aberto na presença de Jesus e as práticas não confessadas, ainda estarão ali depondo contra você e as não abandonadas, serão reeditadas no novo caderno.

Dê uma folheada no seu caderno velho e veja o que precisa ser abandonado. O que causou vergonha ou tristeza para você, alguém que o ama e, principalmente, a Deus. Paulo baseou sua meta de vida nas promessas de Deus: “Sou eu quem apaga tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro”.
Comece um caderno novo, limpo e lindo em 2009. Não há do que se envergonhar se Deus já o perdoou. Estaremos todos começando um caderno novinho em folha. Depende de cada um de nós como este caderno estará em dezembro de 2009.
Feliz Ano Novo!
Pr. Sidnei

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Pastoral dia 21 de dezembro

A QUARTA FEIRA EM QUE DEUS SORRIU!

Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem seu próprio Filho poupou, antes o entregou por nós, como não nos dará com ele todas as coisas? Romanos 8.31,32.

A quarta feira passada foi um dia muito especial. Já sabíamos que não seria um culto normal de oração porque, como temos feito nos últimos anos, seria somente para gratidão. É um bom exercício, chegar diante do Todo Poderoso, cheio de desejos e necessidades e, ao invés de pedir, agradecer.

É uma experiência indescritível ver as pessoas, timidamente, começarem a mencionar algo que, em sua opinião, merece ser compartilhado para que a igreja se alegre com ela e, aos poucos outros vão tomando coragem ou se lembrando e o culto parece não ter fim. Sabemos que tudo que é bom vem de Deus e merece gratidão. Mas para isso existiram todas as quartas durante o ano. Quarta não! Esta quarta era reservada às coisas, que em nossa avaliação, eram gigantes e precisavam ser compartilhadas com toda a igreja.

Mesmo sendo a quarta da gratidão, foi uma quarta de gratidão diferente. O número de testemunhos por bênçãos não materiais foi algo que alegrou muito o coração do pastor. Imagine o coração de Deus.

Ninguém desfilou sua fé ou a sensação de ser o preferido de Deus, porque o ano passado estava falido e hoje tem carro importado, tem casas de aluguel, come em bons restaurantes, e vive como o rico da parábola. Nossos testemunhos foram de pessoas que, embora saibam que Deus possa, se quiser, dar todas as coisas, estão mais gratos pelo fato de Deus não ter poupado seu próprio Filho por amor a nós.

Quem esteve presente, viu os olhos brilhando de gratidão pelo simples fato de ter sua vida livre de tragédias, um emprego de doméstica, uma vaga na escola, o amor da igreja pela sua vida, por cura de enfermidade, por poder pagar a faculdade e outras coisas que os adeptos da Teologia da Prosperidade achariam desprezíveis.

Pois é! Nossa quarta de gratidão foi diferente. Deus já estava feliz por ver cumprido em nossa igreja o texto bíblico que os “da prosperidade” rasgaram de suas bíblias: Porque nada trouxemos para este mundo e é certo que nada levaremos dele. Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes (1 Tm 6.78) , mas o melhor ainda estava por vir.

Imagino o grande sorriso de Deus quando os seus filhos começaram a agradecer por conquistas que, de certa forma, foi a razão de Cristo ter morrido – quebrar as cadeias do pecado em nossa vida. Pode-se imaginar, diante de tanta coisa a agradecer, alguém agradecer por ter podido perdoar e pedir perdão ao padrasto? Ou um novo convertido agradecer a Deus por ter mudado seu gênio difícil e pedir perdão a sua irmã.

O culto foi mudando de rumo e o sorriso de Deus, imagino,tenha ficado ainda mais largo quando alguém conta que, para ela, a maior vitória do ano foi ter vencido o vício e, depois de mais de 20 anos afastada, poder se reconciliar com a igreja. Muitas outras coisas aconteceram que mostraram a maturidade espiritual da igreja e sua firmeza doutrinária no compartilhar das bênçãos. Infelizmente não há espaço para tudo, mas algo não pode ficar fora porque, além de alegrar Deus pela sinceridade e valor da gratidão, nos divertiu pela forma como foi dita. Eu vou tentar reproduzir porque foi um jeito adolescente, vocabulário compatível com a idade, mas de um significado contagiante. Foi mais ou menos assim:

Quero agradecer a Deus pela misericórdia dele porque este ano eu fui uma menina muito mau (sic). Eu fiz muita coisa ruim, fugi de casa, apanhei, fiz coisa que os amigos achavam que era legal, mas o legal é fazer o que Deus quer. Agradeço a Deus porque eu não morri este ano e deu tempo de eu me arrepender e voltar.

Por que eu acho que Deus sorriu neste quarta feira? Acho que é porque nós descobrimos o que Ele quer que realmente busquemos. Jesus disse que o comer, beber, vestir, isto é coisa que os gentios buscam e Deus sabe que precisamos e Ele nos dá. Mas, buscar a justiça do Reino é que faz a diferença. Acho que Deus olhou para nossa igreja e dizendo, Valeu a pena, sorriu!

Obrigado igreja por fazer Deus sorrir nesta quarta.
Seu pastor (que está rindo à toa)